22/02/2018

Dermatilomania: o que é e por quê precisamos falar sobre ela!

Olá, pessoal, tudo bem?

Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas pela ausência de quase duas semanas. Entretanto, muitas coisas estão acontecendo e, neste momento, meu desafio é colocar a casa em ordem.

Sem dúvida, ao que concerne este aspecto, a mais significativa refere-se à rotina. Segunda no início da tarde tive consulta com a psicóloga e decidimos que era mais do que recomendável que eu alterasse meus hábitos. Assim, agora, tenho horários mais regrados. Por exemplo, tenho me programado para acordar às 7 horas (em dias "normais") e ir deitar à meia-noite. Lógico que exceções terão de ser abertas. Aliás, já ocorreu uma. Dupla.

Ontem à noite teve a partida de volta da Recopa Sul-Americana entre Grêmio e Independiente, da Argentina. Após 0 x 0 no tempo normal e na prorrogação, o título foi decidido nos pênaltis! Resultado: Grêmio bicampeão da Recopa e a Luiza indo deitar à 1:30 da manhã. Isso não seria nada se eu não precisasse levantar às 5:30 para tomar café da manhã, tomar banho, me arrumar e pegar o trem rumo a Porto Alegre, pois teria consulta com uma dermatologista do HCPA!

E assim eu o fiz! É claro que fui caindo de sono para Porto Alegre mas deu tudo certo. Mais incrível ainda que, ao contrário da consulta dermatológica anterior, desta vez, fui atendida no horário. E é sobre ela que eu gostaria de escrever.

Após ter sido diagnosticada ao nascer com hipsarritmia (um defeito na ligação entre os neurônios), depressão, epilepsia e transtorno alimentar restritivo-evitativo, eis que hoje ouvi que sofro de dermatilomania (ou transtorno de escoriação. Em inglês, é conhecida como skin picking).

Quem me conhece pessoalmente já deve ter reparado nas feridas que possuo pelo corpo todo e visto a automutilação que cometo contra a pele. Qualquer semelhança com a imagem abaixo, não é mera coincidência:


Britânica Alys Mann (à esquerda) e suas feridas de pele (à direita).
Crédito: Reprodução/Daily Mail - Fonte: iG Saúde
Assim como eu, a jovem das fotos acima sobre do mesmo transtorno que eu. As lesões de pele correspondem às minhas. Porém, no meu caso, a maior parte das feridas estão concentradas no braço direito e na perna esquerda. Isso não quer dizer que não as tenha em outros locais. Na verdade, tenho sim. No braço esquerda, na perna direita, nas costas e em ambas as nádegas. Não há qualquer parte que escape ilesa à minha fúria incontrolável por atentar contra a pele do corpo que habito.

De toda forma, saí de lá, com uma prescrição para usar Diprogenta, aplicar um gel manipulado com mentol e cânfora, além de terem aumentado a dosagem do Hidroxizine. Também recebi três recomendações: que eu tenha algum objeto prático sobre o qual possa descontar tal necessidade (a psicóloga já havia sugerido a mesma coisa), que eu corte as unhas o mais curtas possíveis e que eu faça meditação. Até me forneceram o telefone de um local em Porto Alegre para que eu comece a frequentá-lo. Trata-se da Sanga Águas da Compaixão (que, após uma breve pesquisa no Google, já descobri que hoje só atende a partir das 19:30).

Por fim, redigiu-se uma breve carta explicativa, encaminhando-me para a psiquiatria, onde afirmam que o transtorno é "provavelmente associado a ansiedade" e, pelo que pude depreender, é altamente provável que receberei algum outro medicamento por parte da psiquiatria. Quem sabe até não haja alguma troca.

Penso, assim, que fica bem claro o por quê decidi escrever a respeito de tal transtorno em um horário que deveria ser restrito às questões profissionais. Entretanto, como vocês podem perceber, a coisa toda é muito séria! Ah, sim... já ia me esquecendo... Não há cura para a dermatilomania, porém, felizmente, é possível mantê-la sob controle com terapia comportamental.

💋

09/02/2018

Efeméride e Reviravolta

Olá, pessoal, tudo bem?


Antes de mais nada, gostaria de registrar que exatamente há uma semana este blog completou 5 anos de existência! Sim, já são cinco anos "atormentando" vocês! E eu estou muito feliz por esta efeméride. Mas vamos às novidades.

Segunda-feira, após a consulta com a psicóloga, eu passei no Café do Mercado e, desta vez, fui na loja correta. Após descobrir como funciona o sistema, solicitei o café passado da semana - no caso, um Mogiana (para saber mais sobre este tipo de café, clique aqui). Ao contrário dos cafés que costumamos tomar, o Mogiana é um café diferenciado. Ele é encorpado, frutado e com um suave sabor adocicado. A impressão inicial, no meu caso, foi de um enorme ponto de interrogação, pois, foi a primeira vez que saí da zona de conforto em relação a café. Depois, conforme degustava, fui sentindo o gosto diferenciado, percebendo a textura e me encantando com o Mogiana. Saí de lá muito realizada e feliz pois senti-me vitoriosa por ter superado mais um obstáculo. Está certo que falamos de café, um produto pelo qual sou apaixonada - e viciada -, mas ainda assim sempre havia ficado entre expresso e carioca, e, o mais grave, sem fazer ideia do tipo de grão que estava consumindo!

Assim que desembarquei na Estação Novo Hamburgo, corri para o shopping para mais uma sessão de depilação a laser. Enfim, descobri em que pé andam as coisas. Foi a quarta sessão de virilha, base do pênis e ânus; sexta, do rosto; e oitava, das axilas. Desconheço a razão, mas, desta vez, estava bem sensível e, portanto, a sessão foi bem dolorida em todas as regiões. Normalmente, sinto dor apenas no rosto.

Quanto à academia, exceto pela terça, fui todos os dias. Aliás, minha ausência na terça foi mais do que justificada, pois, estive no aniversário da camarada Fernanda Melchionna - vereadora em Porto Alegre. Lá, bebi três copos de cervejas artesanais, sendo dois de uma mesma marca de pilsen e um de weiss. Naturalmente, saí do bar um pouco alta, pois não estou mais acostumada a beber. Mas foi muito bom ter ido porque assim pude conversar outros assuntos com o pessoal que não política. É claro que não teve como se escapar de temas políticos por alguns momentos, pois é precisamente o tema que nos une.

Além disso, passei a semana refletindo a respeito do que fazer. Que caminho seguir? Cogitei a vida acadêmica e a de servidora pública. Porém, não adianta, o Jornalismo e a Política correm em minhas veias. Desta forma, passarei o Carnaval debruçada na criação de projetos e ideias a serem executadas. Também tenho tarefas políticas para as quais preciso dar andamento. 

Porém, antes de tudo isto, eu definitivamente preciso implementar o método GTD em minha vida. E vocês que têm acompanhado minha jornada já sabem que a situação chegou bem perto da de Dom Quixote lutando contra os moinhos d'água. Felizmente, parece que eu encontrei o nó e agora poderei fazer tudo com calma. Estou refazendo exercícios e me preocupando com uma coisa de cada vez. Penso que a melhor forma seja concentrar-me em um capítulo por vez e não querer colocar em prática tudo ao mesmo tempo. Afinal, como bem lembra a Thais Godinho, a bagunça não surgiu da noite para o dia. Assim, precisamos de tempo para colocar tudo no lugar. E o mais importante: é preciso definir prioridades.

E quer melhor época do ano para fazer isto do que o Carnaval? Até porque sempre aproveitei o Carnaval para ler (fiz muito disto durante os cinco anos da faculdade). Lia até tarde, enquanto meu irmão ficava na frente da televisão, assistindo ao Carnaval. Quero deixar claro que, aliás, não se trata de crítica, nem juízo de valor, mas questão de prioridades.

É incrível mas nunca fui de "desligar", ficar em "off" durante as férias universitárias. Vai saber se não foi por isto que eu me tornei uma pessoa meio doida até chegar ao limite da estafa e da sobrecarga, agravada pelo fato de eu não saber dizer "não".

Bem, acredito que isto seja tudo o que eu possa contar sobre a minha semana até aqui porque, sinceramente, nem tudo pode e/ou deve ser dito e, principalmente, escrito.

💋

04/02/2018

Uma Semana Decisiva para as 5 Facetas da Luiza


Olá, pessoal, tudo bem com vocês?


Então, gostaria de comentar algumas coisas com vocês. A semana que hoje se inicia será, possivelmente, um divisor de águas em minha vida. Haverá de tudo e, por isto mesmo, promete ser bem emocionante, além de um tanto tensa.

As atitudes que tomarei esta semana têm potencial para desagradar muitas pessoas. Tratam-se de decisões que exigem serem executadas, pois, mais do que nunca, eu preciso me reconectar com aquela Luiza, lá da infância, e que à época, só existia dentro de mim.

É importante advertir de que as atitudes que tomarei permeiam TODAS as múltiplas facetas da Luiza: a ativista, a política, a aluna, a paciente e a pessoa.

No que concerne à aluna Luiza, posso adiantar que, além de manter uma dedicação especial à academia, eu irei fazer minha inscrição no Processo de Seleção do Programa de Educação Continuada do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU), da UFRGS. Por conta disto, nas próximas horas responderei a um e-mail de uma doutora na área que recebi devido ao contato inicial que fiz com ela. Por ora, no entanto, é conveniente que eu não decline o nome dela, mas, certamente, teremos um encontro pessoal, não nesta, mas na próxima semana, logo após o Carnaval.

A paciente Luiza, por sua vez, precisa ser mais dedicada no que diz respeito ao cumprimento das recomendações recebidas de sua fonoaudióloga, de sua dermatologista, de seu urologista, de seu dentista e de sua psicóloga. E a execução de todas as recomendações demanda um certo tempo diário que, obrigatoriamente, precisa ser reservado. E eu preciso ter consciência de que preciso evoluir muito. Porém, sem dúvida, a melhoria mais urgente é obter autocontrole para não cometer automutilação nos braços, pernas, costas e nádegas.

Com relação à ativista Luiza, é dar prosseguimento às atividades. Ontem mesmo recebi um convite muito bacana de uma grande amiga que está na UFRGS. Entretanto, acredito que não convém entrar em detalhes neste momento. 

Há ainda a política Luiza e é esta a faceta mais delicada. Penso não ser este o espaço mais apropriado para discorrer a respeito de tudo o que acontecerá. Pelo menos, de novo, não neste momento. Porém, tenho a absoluta certeza de que pessoas inteligentes leram as entrelinhas, não é mesmo?

Agora, sem dúvida, e de forma inquestionável, a faceta mais importante é a pessoa Luiza. E esta merece toda a atenção, pois urge que determinadas conquistas sejam alcançadas! A seguir, listo algumas delas - e que considero as mais urgentes:



1ª) Independência financeira completa e definitiva;
2ª) Iniciar no PPGEDU da UFRGS;
3ª) Alugar um apartamento em Porto Alegre.


Por que compartilho tudo isto com vocês?

Porque, exceto pela ativista Luiza, todo o resto tem gerado muita angústia em mim, o que leva à ansiedade. E é a ansiedade, suspeito, que seja a responsável pelas automutilações. Na verdade, nem é a responsável, mas sim um reflexo, uma consequência, um gatilho. Além disso, como comentaram recentemente comigo "Acho bem problemático isso de militar e esquecer da própria vida... agora tu consegue ter mais tempo pra você mesma!" Ela comentou isto antes de saber que eu havia voltado na decisão de sair do MES...

Independente disto, tudo o que expus acima é razão para refletir sobre os rumos a adotar em minha vida. E quem já viu uma palestra minha já deve ter percebido o quanto gosto de fazer isto! Ademais, as Luizas estão sobrecarregadas e não conseguem mais se articularem de maneira eficiente entre si.

Porém, antes de começar a executar tudo o que me propus, irei bater o martelo durante a consulta de amanhã com a minha psicóloga. Quero estar com a consciência tranquila, além de absolutamente segura, quando der o pontapé inicial!

💋

28/01/2018

Projeto, Salon e Reunião da Setorial LGBT do PSOL RS

Olá, pessoal, tudo bem com vocês?

Após mais alguns dias de ausência, eis-me aqui novamente. Bom, permitam-me explicar o "sumiço". Nestes últimos dias eu estive pesquisando a respeito de plataformas que permitam a monetização de blogs ou sítios. Na verdade, o esboço do projeto já está feito, só falta mesmo decidir qual a plataforma. Questionar-me-ão porque não usar o próprio Blogger ou quem sabe até mesmo o WordPress. No primeiro caso, já tentei monetizar este blog cujo hábito vocês já possuem de ler, entretanto, não foi possível. Assim, fiquei receosa de que o problema se repita neste projeto já esboçado. Quanto à alternativa que eu teria, para monetizar qualquer serviço no WordPress é preciso adquirir um plano que custe, ao menos, oito dólares estadunidenses! Seriam cerca de R$ 25 a 30 mensais e pagos com cartão de crédito internacional, o que também não possuo...

Na sexta-feira fui fazer pé e mão no Salon, em Estância Velha. Pela primeira vez lá eu fiz os serviços de forma simultânea, respectivamente, com a Suelin e a Emily. Depois que terminaram o serviço eu fui para a sala de espera, onde encontrei a Vic (designer de sobrancelhas) e a Giulia (uma das cabeleireiras e maquiadora) conversando. Foi quando sugeri à Giulia que tirássemos uma foto, o que ela prontamente aceitou. Então, eis aqui o registro:

Com a Giulia, do Salon

Mais tarde, fui até o Hugo Italiano efetuar a troca de óleo do motor do carro com "apenas" mais de 400 km de atraso... Mas, ok, até que fui de uma pontualidade britânica, haja vista que, ano passado, descobri que uma peça do motor que deveria ter sido trocada com 60 mil quilômetros ainda não havia sido (o que rendeu ao carro a alcunha de "Guerreiro" porque já estava na casa dos 100 mil quilômetros...)!

Por fim, o mais bacana de tudo: academia com a minha best friend in Novo Hamburgo, a Gláucia. E, sim, nós temos nos puxado muito! Se conversamos durante o treino? Sim, claro. Mas nada que comprometa nossos treinos. Ou seja: estamos absolutamente focadas em nossos objetivos.

Quanto ao dia de ontem foi excelente mas cansativo, pois tive uma reunião em Porto Alegre. E, por ser na Câmara de Vereadores, e à tarde, decidi ir de carro, uma vez que é muito complicado ir de lá até o Terminal Uruguai, onde deveria ir de ônibus, pois é o ponto mais próximo da Estação Mercado neste caso. Aliás, por conta disso, ocorreu um episódio para lá de surreal comigo... Cheguei à Câmara de Vereadores por volta das 13:30, ou seja, meia hora do início da reunião da Setorial LGBT do PSOL RS. Deparei-me, entretanto, com o portão de acesso ao estacionamento fechado. Logo saiu um servidor de dentro da cabine e veio conversar comigo. Expliquei-me o que faria lá e ele me respondeu que o portão só seria aberto às 14 horas quando chegasse o servidor que cuidaria do local. Decidi então aguardar à frente do portão. Não tardou para que eu percebesse que havia outro carro atrás de mim. Quando percebi, dei uma ré e como vi que o motorista estava com os vidros abertos, conversei rapidamente com ele. Foi o suficiente para descobrir que aquela pessoa seria quem iria assumir o posto da guarita de entrada e disse-me que poderia entrar com o carro logo atrás dele. Bem, é aí que a coisa fica bizarra... Quando vou fazê-lo, eis que o outro "cidadão" fecha o portão bem na minha cara. Digo-lhe que o servidor que havia recém entrado teria dito que eu poderia entrar. Eis então que recebo a resposta mais autoritária dos últimos cinco anos: "Quem manda aqui sou eu".

Já irritada com a situação, respirei fundo, dei ré com o carro, e o estacionei na rua lateral entre a Câmara de Vereadores e o prédio do Ministério da Fazenda. Decidi, então, conhecer o mais novo cartão postal de Porto Alegre: o prédio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que fica no fim dessa ruela. Fui até lá, olhei o prédio e quando cheguei no carro, percebi que o portão já estava aberto. Eram 13:45. Adentrei o estacionamento e o guardinha acenou para mim. Segui com o carro e o estacionei embaixo de uma árvore. Juntei o material que tinha dentro do carro e ingressei no prédio da Câmara de Vereadores. Lá, encontrei o camarada Fernando da Setorial. Fomos até a sala 302, onde seria a reunião e descobrimos que a mesma estava fechada. Ficamos conversando até chegar o Samir com um segurança do Legislativo para que a sala fosse aberta. Foi quando me perguntaram da bandeira do PSOL que eu havia dito que teria. Dei-me conta de que havia ficado no porta-malas. Ao descer para buscá-la, cruzo com o pessoal de Pelotas, Dan, Ricardo e a minha xará, Luiza. O último a chegar foi o nosso camarada Fabrício, de Farroupilha.

A reunião foi intensa e produtiva, porém, naturalmente, o conteúdo não pode ser publicizado. Mas fica abaixo o registro da mesma:

Crédito: Dan Barbier

Entretanto, considero pertinente fazer três registros. O primeiro é que, naturalmente, estávamos desfalcados por conta de vários camaradas estarem ausentes devido as férias; depois é preciso salientar que a Setorial LGBT foi recém constituída no Rio Grande do Sul e o número de integrantes deverá crescer consideravelmente nos próximos meses; por fim, definiu-se que a próxima reunião, será nos finais de semana de 19 e 20 de maio, em Farroupilha.

Abaixo, uma das fotos que fizemos na saída da reunião na rampa da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, tendo como fundo a av. Loureiro da Silva.

Da esquerda para a direita: Luiza, Fabrício, Luiza Eduarda, Dan, Ricardo, Samir e Fernando

Ofereci carona ao Samir e ao Fernando e depois de deixá-los em seus respectivos lares, segui pela João Pessoa, fiz o retorno na Olavo Bilac, e cheguei na Venâncio Aires. Então, na esquina do HPS ingressei à esquerda na Osvaldo Aranha, atravessei o Túnel da Conceição e acessei a BR-290 pela lateral da Rodoviária na região do ponto de táxi. Ao chegar em casa, após uma cansativa viagem, eu comi e fui descansar. Pedi para que a mãe me chamasse às 21 horas. Mas acho que fiquei na cama além disso. Aliás, durante o descanso escutei a Rádio Aldeia, de Rio Branco (AC) pelo RádiosNet.


No fim, fui dormir de fato às 3 horas da manhã, ao som da Rádio Cameroun RTS 88.8 FM, de Iaoundé, capital de Camarões. Mas isso apenas depois de me dar conta de que, apesar de usar o aplicativo, estava me concentrando em ouvir rádios das Américas e da Europa. Aliás, eu já havia sintonizado na Radio Pasillo, de Montevidéu, no Uruguai. Esta manhã, eu levantei às 11 horas!!!!!

Já levantei me arrumando e fomos direto almoçar. Depois, eu meio que desmaiei novamente na cama mas fiz um esforço em me levantar para que isso não se tornasse um círculo vicioso.

Enfim, eis um breve resumo do que foram os meus últimos dias...

💋

24/01/2018

O Sufoco

Olá, pessoal, tudo bem?

Gostaria de comentar a respeito de um sufoco pelo qual passei esta manhã. Para muitas pessoas, especialmente as mais jovens, parece que uma conta de e-mail não tenha lá uma grande importância (acreditem, já houve quem me dissesse isso!). De outro lado, sempre fiz questão de ressaltar que sem um e-mail você nem existiria no mundo virtual, pois o mesmo é exigido para que acesse qualquer serviço na internet. Em outras palavras, um e-mail está para a internet, assim como um endereço residencial está para a vida off-line. Afinal, todes concordamos que sem endereço residencial você simplesmente não existe! Não conseguirá solicitar qualquer documento, nem poderá será contratado.

Pois bem. Eis que tentei acessar minha conta da Google e não consigo. Inseri a senha novamente. Deu erro. E assim foi mais algumas vezes. Então, troquei de senha. Novamente não consegui. Outra troca de senha. Erro. A essa hora eu já havia entrado em desespero. Decidi, então, criar uma nova conta de e-mail... Não deu, pois foi complicado encontrar um novo nome de usuário.

Assim, decidi partir para uma solução radical: conversei com minha mãe para que passássemos a compartilhar o notebook. E, para minha surpresa, ela concordou!

Mas por que quase perdi minha conta da Google? Tudo por causa de uma bobagem. O computador que vinha usando não possuía identificador visual de maiúscula/minúscula para as letras digitadas. Assim, quando me perdia com a questão de senhas, ficava complicado resolver  o problema. O computador anterior, possuía um notificador de luz; este, que passei a usar, a notificação é na própria tela mediante um cadeado aberto/fechado. E, convenhamos, é muito mais fácil você se orientar de forma visual do que sonora no que concerne ao uso de computador.

Porém, o pior é que isso gerou uma série de outros transtornos. Por exemplo, tive de fazer o download de, pelo menos, dois programas: o Spotify e o Evernote. Naturalmente precisei configurá-los também. Durante o processo, caiu a conexão da internet...

Enfim, saí para almoçar bem irritada com a situação.

Na volta, decidi criar uma conta de usuário própria no computador para que eu possa configurar um espaço particular. Assim, fui novamente atrás da foto da Pitty que ilustrava a área de trabalho do computador que vinha usando. E, aos poucos, farei as instalações e configurações pertinentes.

Mas o que é certo mesmo que, ao final da tarde, pela terceira vez na semana (e estamos na quarta-feira!), eu irei na academia com a minha amiga.

Beijocas.

16/01/2018

Confirmado: era Golpe!

Olá, pessoal, tudo bem?

Ontem comentei a respeito de uma suspeita de tentativa de golpe contra a minha pessoa decorrente de uma suposta dívida que eu teria por conta de multas e juros provenientes de uma antiga conta bancária. 

Após todos os indícios que comentei no texto anterior, eis que, esta manhã, eu recebo um e-mail desse "escritório de advocacia" informando que eu não havia realizado o pagamento e etc., etc., etc. À essa altura, eu dei risada!

Porém, ainda assim, decidi me respaldar consultando uma amiga advogada que atestou que, de fato, tratava-se de uma tentativa de golpe. Ela, inclusive, me disse que eu poderia escrever um e-mail bem desaforado para esse "escritório".

Bom, apenas queria deixar esse registro atualizado...

Beijocas.

15/01/2018

Como descobri que quase caí num Golpe!

Olá, pessoal, tudo bem?

Preparem-se porque este será um relato intenso. Quero compartilhar com vocês a respeito de uma pequena investigação que procedi hoje acerca de uma suposta dívida que eu teria com um banco em função de antigos débitos da época em que possuía conta nesta instituição. Já perceberam que, por precaução, não mencionarei nomes.

Tudo teve início na tarde de quinta-feira quando recebi a seguinte mensagem SMS: "Alerta de cobrança jurídica - Prezado(a) xxxx seu CPF foi encaminhado hoje para negativação e protesto, para mais informações ligue (xx) xxxx-xxxx".

Àquela altura, e considerando-se tudo o que estava em jogo, eu de pronto liguei para lá. E fui informada de que eu teria uma suposta dívida no valor de cerca de R$ 1.500,00 decorrente de multas e juros, segundo o advogado, de 2010! Mas, ok, ainda assim, eu resolvi fazer um acordo para não me incomodar... Entretanto, solicitei que o mesmo fosse parcelado em quatro vezes. Não tardou para que eu recebesse o e-mail com os boletos. Não lembro exatamente quando, mas eu percebi duas coisas estranhas em relações aos boletos. A primeira era a de que todas as parcelas continham a informação "1/4"; a segunda, e pior, era que em todas constava a mesma data de vencimento!

Ainda assim, tentei quitar a primeira parcela na noite de ontem pelo sítio do meu banco. Felizmente, deu erro por conta de alguma configuração. 

Esta manhã, eu resolvi ligar novamente para o escritório de advocacia, explicar a questão e solicitar o envio de novos boletos. Quando eu abri os anexos, adivinhem, todas com o mesmo número de parcelas "1/4" e com a mesma data de vencimento! Foi quando, ao invés de ligar outra vez para lá, eu decidi entrar em contato com o Sindilojas e soube que as consultas eram na sede da própria entidade - que, aliás, é perto de casa. 

Fui até lá e após ter sido feita a consulta surgiu a informação "Nada Consta". Naturalmente pedi que imprimissem o documento e, conversando com a funcionária, ela me aconselhou que eu fosse até uma agência do banco para eu ter a absoluta certeza de que não haveria qualquer dívida. E assim eu fiz.

Na agência do banco, conversei com uma funcionária que, após ter verificado o sistema, também me confirmou não haver qualquer débito em aberto!!!!

Assim, decidi não pagar boleto algum, mas a fim de ter certeza absoluta, eu ainda quero conversar com uma das minhas advogadas a respeito. Porém, infelizmente, só conseguirei fazer isto amanhã, apesar de eu ter tentado fazer contato por duas vezes hoje. Mas, ok, faz parte.

Por isto, eu gostaria de recomendar à vocês que, antes de pagar "aquela dívida está (neste caso, que parece) bem viva de dez anos atrás", como diz a música, se for possível, deem uma investigada básica. Procurem CDL, Sindilojas, SPC/Serasa e, se for necessário, bancos e outras instituições financeiras. Ah, e claro, na dúvida, consultem um(a) advogado(a). Mas não paguem, ainda mais se a cobrança surgiu "do nada"!

Beijocas.

14/01/2018

Um Breve Resumo da Semana

Olá, pessoal, tudo bem?

Essa foi uma semana muito intensa para mim. Entre segunda e quarta-feira fui todas as manhãs para Porto Alegre. Em todas as ocasiões, o mesmo endereço: Hospital de Clínicas. Sim! Os compromissos, respectivamente, foram grupo do Protig, consulta de fonoaudiologia e coleta de sangue - com direito a jejum de 12 horas... Além disso, na segunda, no início da tarde, tive consulta com a minha psicóloga. 

Por isto, foi fisicamente impossível que eu fosse à academia. Até porque um aplicativo do celular apontou que eu caminhei mais de 11 mil passos naquele dia... Na quarta foi um pouco menos, mais ainda assim bem assim do normal. Na quinta, o dia foi deprimente com diversas péssimas más notícias... Aliás, é melhor nem lembrar...

O fato é que fui na academia apenas na terça e na sexta, mas eu me puxei. Tenho treinado realmente com afinco. Ainda mais depois que as instrutoras comentaram que, de forma geral, minha avaliação está boa. O único aspecto que deixa a desejar, e que, por si só é preocupante e precisa servir de alerta, é a circunferência do abdômen... 

Quanto à quinta-feira, apesar de o dia em si ter sido uma merda - desculpem o termo, mas não há outra definição mais adequada -, a noite foi maravilhosa. Convidei uma amiga para sair. Fomos ao Ka-Churrasco onde conversamos durante mais de 3 horas. Infelizmente, qualquer comentário a respeito do que falamos é impublicável. Sim, foi tudo muito punk! O importante é que nos divertimos. Depois dei uma carona para ela até o "ficante" dela, mas não sei antes ir até sua casa, pois ela precisava buscar algumas coisas.

Na sexta-feira, eu fui a Estância Velha fazer as unhas. Quando cheguei por lá, descobri que havia marcado design de sobrancelha também e eu simplesmente não me lembrava!!! 😲 Depois, me dei conta de que não havia registrado na agenda, sabe-se lá por que razão, o horário de design.

O sábado foi novamente um tanto pesado, em especial, a parte da tarde. Tanto que fui obrigada a descansar um pouco para me recuperar. Acabei dormindo por mais de duas horas...

Por fim, o dia de hoje foi bastante produtivo. Sim, exatamente: produtivo! Li, escrevi um texto para a Transborda, fiz as cinco sessões de exercícios vocais e, pela primeira vez desde que comecei a estudar o método GTD, consegui fazer um planejamento semanal da minha agenda! Sim, uma grande vitória!

Que venha a próxima semana!

Beijocas.

08/01/2018

Mergulhada nos Idiomas!

Olá, pessoal, tudo bem?

Conforme cronograma que planejei, hoje é dia de publicar texto por aqui. Então, vou escrever a respeito dos dois últimos dias.

Ontem, minha mãe e eu fomos almoçar no restaurante dentro do shopping Portal da Serra, entre Ivoti e Dois Irmãos. Um lugar aprazível, com comida gostosa e muita variedade no grill. Enfim, muito bom!

Eu também aproveitei para publicar um novo texto na página Transborda: "Carteira de Nome Social: Um Puxadinho de Cidadania".

Porém, o mais interessante veio depois: eu resolvi iniciar os estudos de idiomas! Primeiro foi com o Inglês; depois, Espanhol; e na sequência, Francês. Havia decidido ficar com estes idiomas no Duolingo, entretanto, "do nada", incluí Italiano. Ah, e solicitei receber notificação de quando o Esperanto estiver disponível no modo Beta.

O mais legal é que, ao contrário de outras tentativas de estudo de idiomas, desta vez, separei um caderno exclusivo para fazer anotações referentes das lições que serão extraídas dos próprios modelos de estudo de cada idioma.

Já esta manhã, eu acordei cedo pois teria sessão de grupo no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Aproveitei para solicitar encaminhamento para a psiquiatria do Protig em virtude das sequelas psicológicas decorrentes da microcirurgia de fimose.

De lá, segui para o Centro Histórico para almoçar. Quando cheguei na esquina da rua dos Andradas com a Gen. João Manuel. No entanto, como ainda era cedo, ao chegar no Eldorado 2, onde pretendia almoçar, o mesmo estava com apenas uma das portas semi-aberta. Assim, deduzi que ainda demoraria para iniciar os serviços e, por isto, decidi seguir adiante. A alguns metros dali, cheguei no Boteco Dalmolin, onde fiz uma descoberta alvissareira: no cardápio havia um prato chamado "bifé a pé", que é composto por bife, batatas fritas e dois ovos. Logicamente, foi o que eu pedi. E não me arrependi! Eu simplesmente amei! E saí de lá muito satisfeita. No sentido de saciada mesmo.

Saí de lá e tomei o rumo do consultório da psicóloga. Porém, antes, fiz duas pausas. A primeira foi no Rua da Praia Shopping para ir ao banheiro; e, mais próximo do consultório, fiz uma parada na Marzana para tomar um café. Por fim, cheguei ao consultório da Fernanda. 

E a consulta foi muito boa! Fiz algumas anotações importantes, em especial, a necessidade de desmembrar os projetos em diversas atividades (aliás, esta é uma dica para projetos e tarefas da Thais Godinho em "Vida Organizada". Textualmente, ela diz o seguinte: "Se você estiver postergando eternamente uma tarefa, porque ela não tem data específica, tente agendá-la. Se mesmo assim não conseguir executá-la, pode valer a pena diluí-la em passos menores. Essa é a melhor maneira de acabar com a procrastinação").

Também percebi que será preciso encontrar uma forma de desinibição perante a câmera a fim de conseguir gravar os vídeos para o canal da Transborda e colocar no ar meu canal pessoal no You Tube, vinculado a este blog.

Ao chegar em casa, me sentei na frente do computador e comecei a executar tudo que estava pendente. Terminei de ler o primeiro capítulo de "Feminismo e Política"; também fiz minha lista de meta de livros a serem lidos neste ano; e, por fim, fiz mais exercícios de Espanhol, Francês, Inglês e Italiano (com as devidas anotações, é claro).

Por fim, tomei um merecido banho.

Em suma, era isto. Amanhã será dia de cuidar da página "Luiza Eduarda" no Facebook. Entretanto, pela manhã, terei consulta de fonoaudiologia no HCPA.

💋

06/01/2018

Novidades e Mudanças que vem por aí...

Olá, pessoal, tudo bem?

Estive sumida nos últimos dias por uma razão muito simples: os dias foram puxados. Assim, fui vencida pelo cansaço.

Na quinta-feira, eu tive a última sessão de orientação profissional na Unisinos e depois almocei com um camarada do PSOL NH, que encontrei por acaso no Centro de Atendimento. Em seguida, peguei o trem em direção a Porto Alegre, onde tive consulta com minha psicóloga e fiz uma visita a um amigo.


Ontem, eu fui até à casa da minha manicure em Estância Velha para um atendimento mais do que especial (Obrigada, Su!) e no fim da tarde, eu fui à academia, onde tive o privilégio de re-encontrar uma amiga que fiz logo que comecei por lá. Entretanto, posteriormente, ela foi morar no Tennessee, um estado conservador do sudeste dos Estados Unidos. E foi muito bacana esse re-encontro com ela.


Logicamente, que, após dois dias puxados, isso sem contar a terça e a quarta que seguiram a mesma linha, eu estava imprestável. Assim, meu sábado foi de uma nulidade total até a metade da tarde. Porém, depois que me levantei fui almoçar - se é que pode se chamar de almoço um pote de sorvete tendo uma bacia de pipoca como sobremesa...

Mas o fato é que eu resolvi assistir a uma série de vídeos do Vladimir Campos no You Tube. Ele é um dos grandes especialistas no Brasil em uma ferramenta chamada Evernote. Aliás, já tem cerca de meio ano que eu tento fazer uso do Evernote e tenho batido cabeça, assim como em relação ao método GTD. Entretanto, eu não desisto!

Por isto mesmo, e também por fruto da orientação profissional, percebi que preciso criar rotinas diárias. Mas essas rotinas não serão rígidas. Ou seja: poderei flexibilizá-las conforme as necessidades.

Assim, procurei distribuir todos os tipos de compromissos por todos os dias da semana. Aliás, alguns deverão ocupar todos os dias, inclusive, sábados e domingos. 

Porém, a resolução mais impactante trata a respeito deste blog e da administração das páginas "Luiza Eduarda" e "Transborda" no Facebook. Decidi que farei um rodízio entre elas que ocorrerá da seguinte forma:

Transborda: domingos e quartas
Luiza Eduarda: segundas e quintas
A Arte de Ser Luiza: terças e sextas

Por fim, haverá um rodízio entre as três aos sábados.

Trocando em miúdos, isso significa que cada canal terá dois dias por semana dedicados para ele. Uma das três terá um dia extra por semana.

Estes dias serão reservados à produção de conteúdos e eu espero que consiga produzir o suficiente para que haja novidade em cada um deles todos os dias. Reconheço, contudo, que com essa nova dinâmica, será mais difícil ter conteúdo diário fresquinho aqui no blog. 

Eu sei que pode parecer um tanto estranho para vocês, mas trata-se de uma questão prática. A ideia é transformar todos estes veículos em meios de receitas financeiras. E uma destas formas será através da "Transborda". 

Na verdade, eu já poderia estar com a "A Arte de Ser Luiza" monetizada há muito tempo mas não me recordo o que deu errado quando tentei ativá-la. Farei uma nova tentativa neste sentido e, caso seja preciso, entrarei em contato com o pessoal da Google.

Enfim... aguardem pela postagem de um texto na "Transborda" logo mais...

💋

03/01/2018

O Sinal de Alerta

Olá, pessoal, tudo bem?

Ontem lhes contei sobre meu retorno à academia e que teria avaliação no início desta noite. Então... Saí da sala de avaliação definitivamente chocada com os resultados preliminares e com uma decisão.

Entre agosto do ano passado e hoje eu "engordei" 4,8 kg! Sim: 4,8 kg! Este número por si só, apesar de não ter me surpreendido tanto, me chocou. Na verdade, o que deve ter me chocado foi ter me deparado com a realidade. E o choque de realidade ainda não havia terminado...

O momento mais chocante, contudo, foi quando a Aline mediu as dobras cutâneas abdominais. Subiram de 40 para 50 cm no mesmo período! E o mais grave: ela constatou que o abdome está duro. Meio que antevendo a resposta eu lhe perguntei se isso era bom ou ruim. Foi quando me deparei com a mais terrível notícia que eu não gostaria de ter tomado conhecimento no início deste ano: que isso significa o aumento de propensão à doenças. Então, lhe questionei se isto teria alguma relação com a alimentação e ela confirmou que sim.

Assim, além da TARE, agora, há outra razão para me preocupar com a alimentação: questão de saúde. Em outras palavras, isto significa que será preciso que eu tome providências urgentes.

Por isto, amanhã conversarei com minha psicóloga a respeito. Mas estou determinada - e bem animada - em fazer algumas correções de rumo. A primeira é ir treinar não mais três, nem quatro (como havia cogitado a princípio), mas cinco vezes por semana. Sim, o negócio será punk. Até porque não há muita alternativa.

Decidi também que incluirei algum treino aeróbico, provavelmente, Jump, cuja professora é a própria Aline. É lógico que haverá um acréscimo na mensalidade, porém, esta será uma medida necessária.

Além disto, outra decisão terá de ser implementada em conjunto, pois exigirá que eu antecipe a introdução de novos alimentos. Afinal, precisarei me submeter à uma dieta. E aí, é que entra a  parceria da psicóloga com a minha futura nutricionista.

Amanhã deverei receber os resultados da avaliação que fiz com a Aline e os publicarei aqui em conjunto com as outras três, a saber: outubro/16, março/17 e agosto/17.

Então, até mais...

💋

02/01/2018

Uma Prioridade chamada Academia

Olá, pessoal, tudo bem?

Eis-me aqui de novo! Bom, conforme acordo que havia feito comigo, eu retornei hoje à academia. Como a minha antiga instrutora saiu de lá, agora quem assumirá a responsabilidade pelos meus treinos será a Aline.

Aliás, a primeira coisa que eu fiz quando pus os pés lá esta tarde foi solicitar o agendamento de uma avaliação porque quero ter a noção exata do tamanho do prejuízo nestes dois meses de ausência. Assim, amanhã, irei me deparar com a balança, às 19:30. Sim, a sensação que tenho é a de uma condenada à espera do fatídico encontro com a carrasca. Mas, na verdade, sei que não será assim pois a Aline e eu nos damos muito bem e tenho a certeza de que ela irá montar um treino mais do adequado para as minhas necessidades atuais.

Confesso estar bem curiosa para conhecer meu novo treino, ainda mais, que ela já me avisou que não inclui esteira nos treinos que ela elabora. Por outro lado, alguma coisa me diz que ela aumentará meu tempo de permanência em exercícios como o elíptico, além de reincluir a bicicleta em meu programa. 

Mas de nada adiantará o emprego dos conhecimentos da Aline, caso eu não contribua com a minha parte, que, aliás, é essencial. Por conta disto, um dos compromissos que assumi comigo para 2018 foi o de priorizar a academia acima de tudo. Em outras palavras: se, em 2017, os treinos na academia eram adequados conforme a agenda, a partir de agora, será o inverso. Por isto, é importante que saibam que meu horário costumeiro de treino é após às 18:00. Logicamente, não serei xiita a ponto de não ser flexível, porém, isto só ocorrerá caso seja possível antecipar o treino para outro horário dentro do mesmo dia. Caso isto não seja possível, a prioridade será a academia, a menos que a minha presença seja absolutamente necessária, imprescindível e obrigatória.

Espero, com o retorno à academia, regressar à boa forma física e também controlar a ansiedade. Ainda mais que tenho certeza de que a ausência daquele recinto foi decisiva para a 
regressão no quadro das minhas lesões de pele cujo processo de cura já estava quase finalizado.

Bem, agora, é hora da leitura.

💋

Sobre Ontem e Hoje (+ 1 Comunicado)

Olá, pessoal, tudo bem?


Passado o breve recesso de virada de ano, voltamos à nossa programação normal...


Ontem foi um dia curioso. Novo Hamburgo estava entregue às moscas. Pela manhã, quando saí para ir até o guichê 24 horas da Padaria Brasil, estranhei a presença de um passarinho no parapeito da vitrine da loja vizinha. E mais: ele estava praticamente imóvel a ponto de eu tocar em sua cabecinha...

Também no dia de ontem, ganhei meu primeiro hater por conta de texto que postei com os dados estatísticos comparativos, que passei todo o ano passado fazendo, com base nas informações da seção de Monitoramento da Rede Trans Brasil. A questão, é que mencionei, e apenas de passagem, o Grupo Gay da Bahia. Pronto. Foi o suficiente para que o elemento viesse me incomodar e questionar acerca das razões do óbito de cada uma das vítimas. Logicamente, o particular não lhe interessava. Ele queria mesmo era contestar os números. 

Mas eis que antes de entrar na onda dele, tive o cuidado de visitar o seu perfil a fim de dar uma investigada. E eis que descubro que o cara segue uma página chamada "Esquerdicio", que ultraja a esquerda de uma forma vil e mesquinha, além de, o mais grave, cogitar votar em Bolsonaro, em um eventual segundo turno contra o Lula. Como eu prefiro não trabalhar na esfera das especulações, sobretudo eleitorais, não tenho me preocupado a respeito. Pelo menos, até que tal situação medíocre assole a realidade brasileira. Porém, o que importa é que, ante estes dois elementos, decidi simplesmente bloquear a pessoa. E eis que ela se calou para frente...

Voltando ao passarinho, quando saí para ir à Padaria Brasil propriamente dita, pouco antes das 15:30, eis que encontrei o mesmo caído na calçada, com as perninhas para cima. O coitadinho havia morrido... 😭 

Após ter retornado da Padaria Brasil, eu engatei a leitura de "Problemas de Gênero", da Judith Butler. Acredito que li cerca de umas 60 páginas ontem. Hoje pretendo encerrar o livro e iniciar "Feminismo e Política", de Luis Felipe Miguel e Flávia Biroli.

Ainda ontem, comecei a conversar com um sujeito pelo Badoo. Em princípio, marcamos um encontro no shopping para a noite desta quinta-feira. Aliás, este dia promete ser bem agitado, pois terei a última sessão de orientação profissional na Unisinos, a primeira consulta com minha psicóloga em 2018, além de visitar um amigo após a consulta em Porto Alegre. Espero que Porto Alegre caiba em Novo Hamburgo, ou, então, o que seria mais adequado, que o meu dia tenha mais do que meras 24 horas...

Quanto ao dia de hoje, duas novidades. Logo mais, irei retornar à academia. Pretendo ir mais para o final da tarde, tipo depois das 16 horas. Antes, quero aproveitar para ler mais um pouco.

Por fim, o grand finalé, e que propositalmente deixei por último. Trata-se, na verdade, de um anúncio. Comunico que, a partir de hoje, sou oficialmente uma associada contribuinte da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA). Tal adesão é coerente com o ideal que defendo e com o meu discurso, além de ter a mais absoluta convicção quanto a necessidade de contribuir financeiramente com uma causa tão relevante em tempos sombrios em que o conservadorismo ressurge não apenas no Brasil, mas no mundo, como se estivéssemos embarcando em uma máquina do tempo, rumo à Idade Média.

💋

30/12/2017

Um Amor de Sobrinho

Olá, pessoal, tudo bem?

Resolvi escrever este texto antes de mergulhar na leitura de "Problemas de Gênero", da Judith Butler para relatar uma conversa que tive com o meu sobrinho de 6 anos, o Vinícius, em nossa rápida visita a Estrela.

Estávamos reunidos na garagem, onde meu irmão estava começando a preparar o churrasco, quando meu sobrinho pediu para que ele pusesse a música "K.O." (para ver o videoclipe oficial, clique aqui) para tocar. Eu, que naquele momento, estava mais perdida do que cego em tiroteio, perguntei que música era essa. Foi então que meu irmão respondeu:

- Eu pensei que tu conhecesse. É da Pabllo Vittar.

E quando a música começou a tocar, de fato, eu reconheci. Nisso, eu já estava bem próxima do meu sobrinho com quem travessei o seguinte diálogo:

- Então, quer dizer que tu gosta desta música?

- Sim -, ele me respondeu.

- Por quê?

- Porque fala de amor.

- Como?

- Porque fala de amor.

De fato, a música fala de amor. E, apesar de possuir uma letra forte, o que importa, aqui, é outra análise. É fato, contudo, que eu não lhe perguntei se ela sabia que a Pabllo Vittar era uma drag queen ou, então, que se tratava de um homem que se veste de mulher como trabalho profissional. Ainda assim, é interessante observar aquilo que sempre se diz a respeito das crianças de que elas possuem um coração puro, são desprovidas de quaisquer tipo de preconceitos e não veem problema algum em uma música interpretada por uma drag queenA maldade, sem dúvida, surge com o tempo, através da reprodução das atitudes e dos discursos  homolesbotransfóbicos de seus familiares.

Por isto, fiquei muito feliz ao ouvir meu sobrinho me dar uma resposta tão singela - e tão positiva - sobre uma música interpretada por uma drag queen, no caso, a Pabllo Vittar.

💋

29/12/2017

Algumas Reflexões sobre "Problemas de Gênero"

Olá, pessoal, tudo bem?

No início de novembro, a filósofa estadunidense Judith Butler esteve em São Paulo onde proferiu uma palestra no SESC Pompéia. O evento foi cercado de tensão por conta da tentativa mal-sucedida de censura à sua realização por parte de grupos ultraconservadores. Inclusive, a edição brasileira do jornal El País publicou uma matéria a respeito que pode ser lida aqui. Dentre outras acusações que dispararam contra ela, estavam a defesa da "ideologia de gênero", aborto, pedofilia, zoofilia e corrupção de menores. O sítio do "Correio Braziliense", reproduziu matéria do jornal "Diário de Pernambuco", com a resposta da filósofa publicada no canal da editora Boitempo no You Tube e que pode ser lida e vista aqui.

Porém, o que originou toda esta tensão? Para quem ainda não conhece(ia) Butler, ela foi autora do livro "Problemas de Gênero", e introduziu o conceito de "'performatividade', que aponta o gênero como uma construção performativa, ajudando a pensar a identidade para além das diferenças biológicas", discorre o jornal "O Globo", que também acrescenta que em "Sua primeira visita ao país, em 2015, passou despercebida fora do meio acadêmico". (Para ler a matéria na íntegra, clique aqui).

Confesso que houve uma feliz coincidência pois eu adquiri "Problemas de Gênero", na Feira do Livro de Porto Alegre deste ano. Mais precisamente no dia em que ela deu uma conferência na Unifesp, em São Paulo, e, na véspera da minha delicada - e dolorosa - microcirurgia de fimose no HCPA.

Desde então, venho me debatendo contra o livro. Confesso que demorei para engatar a leitura, pois estava considerando-o maçante. Tanto é verdade que apenas hoje eu cheguei na metade! 

O que realmente importa, e que me levou a escrever este texto, é justamente o conceito de "performatividade". Às páginas 126/127, ela questiona e, posteriormente, responde de forma preliminar, "Mas que linguagem de superfície e profundidade expressa adequadamente esse efeito incorporador da melancolia?" Logo em seguida, vem a resposta: "Uma resposta preliminar é possível para essa pergunta no discurso psicanalítico, mas uma compreensão mais plena nos levará, no último capítulo, a considerar o gênero como uma representação que constitui performativamente a aparência de sua própria fixidez interior. Nesse ponto, contudo, a afirmação de que a incorporação é uma fantasia sugere que a incorporação de uma identidade é uma fantasia de literalização ou uma fantasia literalizante. Por causa exatamente de sua estrutura melancólica, essa literalização do corpo oculta sua genealogia e se apresenta sob a categoria de 'fato natural'".

Um pouco mais à frente, ela observa: "Diz-se que os prazeres residem no pênis, na vagina e nos seios, ou que emanam deles, mas tais descrições correspondem a um corpo que já foi contruído ou naturalizado como portador de traços específicos de gênero. Em outras palavras, algumas partes do corpo tornam-se focos concebíveis de prazer precisamente porque correspondem a um ideal normativo de um corpo já portador de um gênero específico".

Por fim, entre as páginas 127/128, Butler sentencia que: "Os transexuais afirmam amiúde uma descontinuidade radical entre prazeres sexuais e partes corporais. Muito frequentemente, o que se quer em termos de prazer exige uma participação imaginária de partes do corpo, tanto apêndices como orifícios, que a pessoa pode de fato não possuir, ou, dito de outro modo, o prazer pode requerer que se imagine um conjunto exagerado ou diminuído de partes. E claro, o status imaginário do desejo não se restringe à identidade transexual; a natureza fantasística do desejo não revela o corpo como sua base ou sua causa, mas como sua ocasião e seu objeto. A estratégia do desejo é em parte a transfiguração do próprio corpo desejante. Aliás, para desejar, talvez seja necessário acreditar em um eu corporal alterado, o qual, no interior das regras de gênero do imaginário, corresponda às exigências de um corpo capaz de desejo. Essa condição imaginária do desejo sempre excede o corpo físico pelo qual ou no qual ela atua".

Estes três parágrafos de citações, resumem, perfeitamente, não apenas o que eu, mas que a esmagadora maioria de pessoas transexuais sentem. Quando Butler afirma que a condição imaginária do desejo sempre excede o corpo físico pelo qual ou no qual ela atua, ela está a tratar da natureza fantasística. Na minha concepção, isto explica porque as pessoas trans costumam ser vítimas de sofrimentos intensos, especialmente, aquelas que não podem, ou não conseguem, levar adiante o processo de transição. 

No meu caso, em especial, o sofrimento parece ter se intensificado após a microcirurgia de fimose, pois tenho a impressão de que o desprezo que já nutria pelo meu pênis, foi multiplicado por infinito e elevado à enésima potência. Temo, e temo muito, ainda mais que, horas antes de nossa viagem à Guarda do Embaú para a festa de aniversário de uma ex-colega, eu tive consulta de reavaliação na urologia do HCPA e eu fui repreendida, pois não estava seguindo a orientação médica de higienizar o local três vezes por dia. Não estava fazendo, e continuo a não fazer, por uma simples razão: eu não consigo! Sinto um enorme pânico só de ver ou sentir aquele troço entre as minhas pernas, imaginem ter de não só tocar três vezes por dia, como retrair a pele, de forma a expor a glande para a devida higienização. Sem dúvida, serei obrigada a solicitar consultas com a dra. Silzá Tramontina, a psiquiatra do Protig, pois, do contrário, de nada terá adiantado eles terem apenas descolado a pele do pênis naquela microcirurgia, uma vez que a mesma não estará saudável quando chegar a ocasião de eu ser submetida à cirurgia de redesignação sexual... 

Outro aspecto que me chama a atenção é a respeito da "fantasia literalizante". Parece-me que este é o ponto de partida para a alegação das feministas radicais de que "mulheres trans são homens de saia". Entretanto, apesar de Butler ter usado "fato natural" (assim mesmo, entre aspas), o ponto é exatamente este: o fato pode não ser natural por não termos nascides com o gênero que nos reconhecemos, porém, tal gênero é o que corresponde à nossa identidade e por mais tardia que ela venha à tona! Portanto, tal alegação por parte das feministas radicais é de uma desonestidade abaixo de qualquer classificação! 

Aliás, convém salientar, e aqui preciso ter o mais absoluto cuidado para não atingir correligionárias e apoiadoras cis da causa trans, mas o fato é que as únicas pessoas que podem realmente expressar o que sentimos, são as próprias pessoas trans. Por mais empatia que pessoas cis que defendam a causa trans possuam, infelizmente, jamais conseguirão se colocar 100% em nosso lugar. Daí porque a presença de pessoas transexuais no universo político-partidário se torna tão importante. A concepção que temos acerca das nossas vivências e dificuldades, só podem ser expressadas por nós, assim como o mesmo se aplica em relação às negras e negros. Por isto, precisamos estar na linha de frente para combatermos os conservadores, os reacionários e, logicamente, as feministas radicais. 

Bem, estas eram algumas reflexões que gostaria de fazer acerca de "Problemas de Gênero". Agora, retomarei a leitura, pois, de acordo com o cronograma que fiz há pouco, estipulei como prazo de encerramento, o dia 1º de janeiro. Ou seja: preciso correr.

💋

Metas para 2018

Olá, pessoal, tudo bem?

Bem... 2017 está terminando e, particularmente, mais uma vez, eu não tenho muito o quê me queixar. Pessoalmente, foi um ano em que cresci muito seja como ativista, política e, sobretudo, como mulher. Além disto, pela primeira vez na vida, saí duas vezes do Rio Grande do Sul em um mesmo ano... 

Também é fato que não havia estabelecido quaisquer metas, mas ainda assim, eu atingi as metas e as dobrei... 😇. Entretanto, desta vez, ousarei estabelecê-las. A seguir, as metas pessoais para 2018, com os respectivos comentários:

  • Conclusão do Processo de Retificação do Nome Civil: espero, do fundo do coração, que esta meta seja atingida o mais cedo possível, neste ano, porque não vejo a hora de deixar de sofrer determinados constrangimentos por conta disso. Sei que já comentei, mas não custa reiterar, toda vez que preciso assinar qualquer documento com o meu nome civil, eu me sinto uma alienígena. E a razão é simples: o fato é que nunca reconheci aquela pessoa que tenta se passar por mim cada vez que isto ocorre. Posso ter demorado para me aceitar, posso ter demorado para me assumir, mas eu, Luiza, sempre fui a Luiza.
  • Fazer cursos de atualização para a área da Comunicação: pretendo começar um curso de Inglês e fazer cursos de webdesigner e mídias sociais. Também quero estudar a respeito de Search Engine Optimization (SEO), a fim de me qualificar para ter chances reais de trabalhar como freelancer, devido à exigência em virtude de buscadores como, por exemplo, o Google.

  • Re-educação Alimentar: confiante de que haverá progressos contra o Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo com Ansiedade (TARE-A), pretendo iniciar, no próximo ano, a introdução de novos alimentos. Naturalmente, que isto será feito da menos traumática possível, até porque, comentei em texto anterior, será preciso que reconectar com aquela Luiza dos sete, oito anos... Ah, e é claro que eu procurarei a orientação de uma nutricionista, a qual, na minha concepção, deverá trabalhar em sintonia com a psicóloga, pois acredito que só haverá resultados positivos, caso haja uma parceria entre elas.

  • Academia: então, espero que possa, enfim, estabelecer uma rotina assídua de malhação, pois estou realmente precisando. Cada dia que passa, sinto que estou mais obesa e que preciso lutar contra as numerações das roupas para que eu consiga vesti-las.

  • Pele: a luta contra a pele prosseguirá, pois, após visível melhora, devido às últimas semanas, houve uma regredida. Retomei o hábito da automutilação. Suspeito tratar-se de um vício maldito, assim como é o cigarro para os fumantes.

  • Fichamentos: sim, eu pretendo iniciar o processo de fichamento de livros. Não defini ainda qual será o tipo, mas a lista será elaborada até o fim do mês. Os assuntos a serem fichados são os que possuem relação com o universo que vivencio: Sexualidade, Religião, História, Comunicação, Sociologia, Biografias e Contos. Não sei especificar a quantidade exata neste momento mas certamente ultrapassará a casa dos 100 livros, pois será um apanhado de quase 20 anos de leituras... Após a lista ser elaborada, será ainda preciso determinar a ordem em que os livros serão fichados. Qual o critério que seguirei?
  • Leituras: pretendo intensificar o ritmo de leituras. Havia estabelecido como meta para este ano, a leitura de um livro por mês. Infelizmente, não conseguirei alcançá-la. Até por isto mesmo, manterei esta meta para 2018. Se ao final do próximo ano, eu tiver lido 12 livros, ficarei muito feliz e com a sensação de dever cumprido. Para isto, será necessário, assistir menos televisão e desperdiçar menos tempo, de forma inútil, com as redes sociais. No caso, isto significa dizer que, quando estiver no Facebook, meu tempo precisa ser produtivo, e não meramente um passatempo que leva de nada para lugar algum.
  • Otimização do Tempo: sem dúvida, a grande batalha deste ano terá prosseguimento nos próximos doze meses. Procurarei aplicar o máximo possível, e no que couber, as orientações de David Allen e Thais Godinho, a fim de me tornar uma mulher mais produtiva. Afinal, será preciso conciliar uma série de atividades em 2018 e eu preciso fazer com que todas estejam em perfeita harmonia para que uma não comprometa a outra.
  • Investimento em guarda-roupa: pretendo também continuar com os investimentos no meu guarda-roupas. Certamente comprarei mais blusas, camisas, vestidos, blazers, saias, leggings, scarpins, tênis e acessórios. As compras deverão contemplar os estilos mencionados pelo consultor de moda e stylist Arlindo Grund, no livro "Nada para Vestir", já mencionado aqui meses atrás. Ou seja: básico, festas, formal e casual. Acrescento ainda o esportivo.
  • Doações: aos poucos, conforme for avançando o item anterior, pretendo começar a me desfazer de algumas peças que estejam em condições de uso e fazer doações para pessoas que possam realmente precisar.
  • Meta Secreta: por fim, a última meta, será mantida em segredo, até o momento mais adequado para sua divulgação. Porém, garanto, desde já, que tenho grandes chances de atingi-la e que já estou trabalhando para que isto aconteça.
Sei que pode parecer ousadia estas 10 metas, além da secreta, mas eu procurarei dar o melhor de mim para atingi-las ou, ao menos, ficar muito próxima de cumpri-las.

Bem, agora é hora de arregaçar as mangas e intensificar os trabalhos para que eu entre em 2018 em modo mais do que acelerado...

💋

28/12/2017

Voa, Luiza, Voa: Sobre o meu Retorno ao MES

Em 21 de dezembro, eu anunciei, através deste blog, que eu estava deixando as fileiras do Movimento Esquerda Socialista (MES). Para a minha surpresa, o impacto do anúncio superou às minhas expectativas. Sinceramente, não fazia a ideia exata do carinho que as(os) camaradas têm por mim. O fato é que diversas camaradas entraram em contato manifestando sua tristeza pelo fato de eu ter me retirado da tendência. 

Então, esta tarde, atendendo a um pedido do presidente estadual, de quando lhe informei que cogitava deixar o partido, eu me reuni com a camarada Camila na Padaria dos Andradas por duas horas.

Assim, após produtiva conversa, onde expus preocupações e impressões, além de comentar sobre algumas questões pessoais que interferem em minha militância, gostaria de comunicar que estou retornando ao seio do Movimento Esquerda Socialista (MES) por livre e espontânea vontade, sobretudo, porque entendo que este é o local mais adequado para se combater o sistema e o cistema.

Primeiramente porque não consigo me imaginar em outro espaço de debates internos no Rio Grande do Sul onde eu consiga fazer com que a minha voz seja, de fato, ouvida. Não há qualquer outra tendência socialista e libertária que realmente contemple as demandas das pessoas trans e travestis. Percebam que não estou me referindo às orientações sexuais, apenas às identidades de gênero. Até porque, doravante, dentro da setorial LGBT, meu discurso será majoritariamente voltado para a defesa das demandas da comunidade T. Logicamente, eu não deixarei de apoiar os grupos LGB. Entretanto, é preciso que se compreenda que, por razões pertinentes, caberá a minha pessoa ser a voz da comunidade T dentro da setorial LGBT. Pelo menos, enquanto outras pessoas trans e travestis não ingressarem em nossas fileiras. É possível, para não escrever provável, que meu discurso seja mais repetido do que disco arranhado, mas é porque, por mais que o apoio das pessoas cis sejam importantes - e aqui me refiro em especial à Luciana Genro e à Fernanda Melchionna -, as pessoas que possuem a maior legitimidade para falar em nome da causa T, são as próprias pessoas Ts. Convém lembrar que a mesma lógica é válida para a luta das negras e negros, assim como no caso do feminismo. De qualquer forma, é mister que se tenha em mente que não estou emitindo juízo de valor algum quanto ao fato de a comunidade T receber o apoio de pessoas cis. Aliás, muito pelo contrário! Afinal, o apoio das pessoas cis à causa T é fundamental. O único ponto é que as pessoas Ts devem ter, sempre que possível, o protagonismo nas ações dirigidas à sua própria comunidade - o que, convenhamos, é mais do que natural.

Quero aproveitar para reiterar, e deixar bem claro que, sinto-me muito honrada pela homenagem prestada pelo mandato da vereadora porto-alegrense Fernanda Melchionna, assim como pelo convite feito pela Luciana Genro para integrar a mesa de debate da aula aberta de encerramento do Emancipa Mulher. Foram ocasiões que considero de extrema importância em minha trajetória transativista. Reconhecimentos como estes dão visibilidade às pessoas transexuais e travestis dentro de um outro contexto, que não aquele em que tomamos parte como vítimas de violência ou como marginais nas páginas dos jornais. Além disto, comprovam de forma prática, e irrefutável, o engajamento que ambas têm com a causa T sem, por outro lado, temerem quaisquer consequências nefastas por nos defenderem.

Oxalá que tenhamos mais momentos como estes em 2018, até porque, na minha concepção, este será um ano decisivo no que concerne à causa transgênera devido à conjuntura brasileira e, sobretudo, por ser um ano com eleições estaduais e federais. Aliás, foi justamente por consciência disto que retornei ao MES. A ideia é somar e, acima de tudo, qualificar o discurso no que concerne à causa T.  

Para que o Brasil volte a ser um país efetivamente mais democrático, e menos conservador e reacionário, não há outra alternativa que não a de encarar de frente os integrantes da bancada BBB do Congresso Nacional. E quando me refiro à bancada BBB, não custa esclarecer que não se trata de um grupo de deputades e senadores que tenham participado do reality show da Rede Globo, do qual, aliás, o Jean Wyllys foi o vencedor, mas sim dos congressistas que defendem os interesses do agronegócio (Boi), das indústrias das armas (Bala) e das igrejas (Bíblia).

Se é preciso ter estômago? Sim, com certeza! Porém, como afirmou Che Guevara, "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás".
 
Gostaria ainda que soubessem que estou bastante animada pelo fato de retornar ao seio não apenas do MES, mas também de sua coordenação estadual. 

Enfim... estou de volta ao MES para ocupar todos os lugares possíveis e tendo a mais absoluta convicção de que nem mesmo o céu é limite. Voa, Luiza, voa!

Luiza Eduarda dos Santos
Jornalista, transativista, filiada ao PSOL e militante do MES

25/12/2017

A "Transborda" gerou minha primeira filha...

Olá, pessoal, tudo bem?

Estou passando para atualizar as novidades, sobretudo, as que dizem respeito à "Transborda", minha coluna no Fast Food Cultural (FFC) e que gerou uma filha em forma de página no Facebook... 

É fato que a coluna no FFC se encontrava no limbo há muito tempo, por razões que não vêm ao caso, mas decidiu-se re-estruturar o sítio e, eu por conseguinte, resolvi que era hora de retomar a coluna. Junto com isto, aconteceu uma coisa bem bacana, que foi a criação da página da coluna no Facebook.

Então, a partir de agora, além de me acompanharem por aqui, vocês poderão ter o privilégio de lerem textos originais, e inéditos, na "Transborda". No Facebook, procurarei alimentar a página todos os dias; no sítio, os textos inéditos deverão ser publicados aos domingos (entretanto, poderão haver publicações extras sempre que a conjuntura assim o exigir).

Como vocês já devem ter percebido, a "Transborda" se tornará uma espécie de trincheira pessoal que usarei para denunciar e combater discriminações, ódios e preconceitos, sobretudo, contra a comunidade T (integrada por pessoas transexuais e travestis).

Via a página da "Transborda" no Facebook, comentarei notícias, analisarei dados estatísticos e divulgarei eventos. Usarei a "Transborda" ainda para registrar participações em palestras, entrevistas, mesas de debates, rodas de conversa e trabalhos universitários e escolares, além da minha presença em eventos Ts em geral.

Também usarei a página "Transborda" no Facebook para fazer críticas cinematográficas, literárias, musicais e audiovisuais (programas de televisão, Netflix, You Tube...).

Por fim, gostaria de registrar que já publiquei o primeiro texto na página no Facebook. Corra lá para ler "Então é Natal..."

Ah, e não esqueçam de curtirem e seguirem a página, além de elogiar, criticar, sugerir e reagir ao texto.

Beijocas.

23/12/2017

Algumas Reflexões Importantes

Olá, pessoal, tudo bem com vocês?

Este ano me fez refletir a respeito de uma série de coisas e sem dúvidas posso considerá-lo como um revolucionário e, pessoalmente, positivo (apesar das conjunturas estadual, nacional e internacional).

Havia feito o propósito de que 2017 seria o ano em que organizaria a minha vida. Se eu consegui? Não, claro que não. Talvez esteja terminando mais bagunçada do que quando se iniciou, porém, é certo, que eu aprendi e evoluí muito como pessoa e, principalmente, como mulher.

Assim como em 2016, foi um ano de muito ativismo, com auxílio a trabalhos universitários, participações em rodas de conversas e programas de rádio e televisão, palestras e entrevistas. Sem dúvida, foi espetacular e me motiva cada vez mais a manter e reforçar meu ativismo.

Também foi surreal por conta de algumas coisas referentes à área da saúde. Em novembro, eu fui submetida à uma microcirurgia para a correção de uma fimose (na verdade, eles não removeram pele, apenas a descolaram, para não comprometer a CRS), extraí um dente e, mais recentemente, fui diagnosticada com Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo de subtipo com Ansiedade. Aqui, preciso me deter um pouco. No momento, estou procurando a ter uma maior consciência do quê e quanto como, o que penso, quais a sensação e o sentimento. Ao mesmo tempo que tem sido fantástico, é preocupante. Minha alimentação não só é restrita como nem sempre, para não considerar geralmente, é agradável para mim! E o mais grave: o déficit energético que venho sentido parece que se intensifica a cada dia que passa! Quinta-feira, por exemplo, meu almoço se limitou a um pastel de queijo e uma porção de batata frita. Porém, como ambos eram gigantes, não consegui consumir nenhum deles por completo. A consequência, claro, foi terrível. Saí da Unisinos rumo a Porto Alegre cochilando dentro do trem. Acordei próxima à Estação Mercado "no susto". Ontem, novamente, meu almoço não foi dos melhores e eu acabei "descansando" por boa parte da tarde! Ou seja: é lamentável!

Tive o privilégio de ir a Santa Catarina duas vezes: uma a Gaspar e outra, recentemente, para a Guarda do Embaú. Foram experiências maravilhosas! Sinceramente, não consigo mais conceber não atravessar a fronteira estadual, ao menos, uma vez por ano... Aliás, já tenho convite para ir a Blumenau em março e eu irei me organizar para estar lá.

Quanto à organização da minha vida, terminarei 2017 decidida a manter este front para o ano que já se avizinha. Com relação a este aspecto, por oportuno, é preciso salientar que pretendo me focar na implantação do método Getting Things Done (GTD), do David Allen e que, para tanto, estou revisando as diversas dicas da Thais Godinho.

Na seara profissional, decidi me submeter à uma orientação profissional, na Unisinos, onde sou considerada egressa por ter me graduado em Jornalismo. Em 04 de janeiro será a última sessão de um processo muito interessante e que está me mostrando que, de fato, estou no caminho certo. E isto é importantíssimo para fortalecer o processo de retomada da carreira jornalística. Já faço ideia de quais cursos devo fazer e por onde recomeçar. Por exemplo, é urgente que faça cursos de inglês, webdesigner e edição de vídeos, além de adquirir uma gramática de língua portuguesa com as novas regras ortográficas. Ao mesmo tempo, porém, contribuiu para que eu tomasse uma decisão crucial - e da qual não sei se não irei me arrepender. 

Outra providência que urge ser executada é a de passar a me alimentar de forma mais adequada. Aliás, nem acredito que escreverei o que escreverei a seguir mas a partir de hoje farei um esforço, ainda que hercúleo, para introduzir alimentos em minhas refeições. Espero que no almoço de hoje eu consiga acrescentar uma outra verdura que não seja alface e/ou cenourinha ralada. Se eu já pegar alfafa, por exemplo, será um progresso, ainda que eu saiba que o gosto não é dos melhores. Muito pelo contrário, é bem azeda. Mas vamos lá. Além disso, na hora, decidir que outros alimentos arriscar/provar. Definitivamente, eu preciso fazer isto para o meu próprio bem! E detalhe: tal desafio não estava previsto nesta fase da minha reeducação alimentar. Ou seja: trata-se de uma iniciativa pessoal e totalmente voluntária. A razão? Bem, não é apenas antecipar uma etapa inescapável mas sim uma necessidade. Não suporto mais as limitações causadas pelas minhas restrições alimentares. Quanto as consequências desta atitude unilateral não faço a menor ideia. Só na prática para descobrir. E é um risco que decidi correr. Espero apenas não piorar as coisas...

💋